Síndrome dos Ovários Policísticos – Terapia Frequencial

O que é a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)?

A SOP é um desequilíbrio hormonal muito comum, que afeta cerca de 1 a cada 5 mulheres em idade fértil. Ela não tem uma causa única: é o resultado de uma mistura entre a genética (histórico familiar) e fatores do dia a dia, como alimentação, peso e até a exposição a certas toxinas do ambiente.

O Efeito Dominó no Corpo

Na prática, a SOP funciona como uma falha de comunicação interna que gera um efeito dominó:

  • Açúcar e Insulina: O corpo passa a ter dificuldade para processar o açúcar no sangue (o que chamamos de resistência à insulina). Isso costuma piorar quando há acúmulo de gordura na região da barriga.
  • Hormônios Masculinos em Alta: Para compensar a falha com o açúcar, o corpo produz mais insulina. Essa insulina extra “engana” os ovários, fazendo com que eles produzam uma quantidade maior de hormônios masculinos (andrógenos) do que o normal.
  • Inflamação e Intestino: O corpo entra em um estado de inflamação silenciosa e constante. Até mesmo as bactérias boas do intestino ficam desreguladas, o que piora a saúde geral.

Os Sintomas

No dia a dia, essa montanha-russa química se manifesta através de:

  • Menstruação irregular ou ausência total de menstruação.
  • Dificuldade para engravidar, pois a mulher não ovula normalmente.
  • Ganho de peso teimoso ou muita dificuldade para emagrecer.
  • Sinais físicos do excesso de hormônios masculinos: aumento de pelos no rosto e corpo, acne e queda de cabelo.
  • Forte impacto emocional, gerando ansiedade e depressão.

Se não for tratada, a SOP a longo prazo aumenta o risco de diabetes tipo 2, problemas no coração e gordura no fígado.

Como Funciona a Nova Terapia (Terapia com Peptídeos Frequenciais)

A ciência tem desenvolvido tratamentos baseados em pequenas moléculas de proteínas (os peptídeos) que funcionam como “chaves” para consertar essas falhas de comunicação do corpo. Em vez de apenas mascarar os sintomas, essas substâncias atacam a raiz do problema em várias frentes:

  • Controle de Peso e Metabolismo: Algumas dessas moléculas melhoram a forma como o corpo usa a insulina, reduzem o apetite e diminuem a inflamação, facilitando muito a perda de peso.
  • Retorno da Ovulação: Outras ajudam a religar a comunicação correta entre o cérebro e os ovários. Isso freia a produção excessiva de hormônios masculinos e ajuda os ciclos menstruais e a ovulação a voltarem ao normal.
  • Proteção dos Ovários: Existem substâncias que agem como um escudo, protegendo as células dos ovários contra o desgaste e melhorando a energia (as “baterias” das células) para que funcionem melhor.
  • Saúde do Intestino e Queima de Gordura: Algumas terapias ajudam a equilibrar a flora intestinal e ativam a queima das gorduras ruins estocadas no corpo.

Síndrome do Intestino Irritável (SII) – Terapia Frequencial

A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é um problema comum no funcionamento do sistema digestivo. Ela causa dores na barriga, estufamento, gases e alterações no ritmo do intestino (como diarreia ou prisão de ventre). Isso acontece por causa de uma mistura de fatores: o intestino fica muito sensível, há uma leve inflamação constante, a parede intestinal fica “frouxa” (permitindo a passagem de substâncias indesejadas) e a comunicação entre o intestino e o cérebro fica desregulada.

O terapia proposta utiliza moléculas especiais frequenciais que agem diretamente nas causas do problema para cicatrizar o intestino, regular seu funcionamento e aliviar as dores. Veja como cada uma delas ajuda:

1. Regeneração e Proteção do Estômago e Intestino

Esta substância age como um poderoso cicatrizante natural para o sistema digestivo. Ela ajuda a recuperar as paredes do intestino, protege contra agressões e reduz a inflamação, devolvendo a integridade que o órgão precisa para funcionar bem.

2. Controle do Ritmo Intestinal e Defesa contra Bactérias

Ajuda a acalmar as células de defesa do intestino (evitando reações exageradas), impede que bactérias ruins atravessem as paredes intestinais e regula o movimento natural do intestino, combatendo os desarranjos na digestão.

3. Combate Direto à Inflamação

Funciona como um potente anti-inflamatório focado nos tecidos internos e sensíveis do intestino. Ao reduzir essa irritação constante, ajuda a aliviar o desconforto geral e o estufamento.

4. Alívio das Dores e da Hipersensibilidade

Pessoas com SII costumam ter um intestino “rebelde” e muito sensível à dor. Esta substância age diretamente nos nervos da região para diminuir essa supersensibilidade, ajudando a aliviar as dores e cólicas abdominais crônicas.

5. Vedação da Parede Intestinal (Efeito “Antivazamento”)

O intestino saudável funciona como uma peneira bem fina. Na SII, essa “peneira” se abre, deixando o intestino permeável. Esta molécula atua fechando essas aberturas, recuperando a barreira protetora do intestino e impedindo que toxinas entrem no organismo e causem os sintomas da síndrome.

Fermentação – terapia frequencial

O excesso de fermentação refere-se à fermentação microbiana hiperativa no intestino, levando à produção excessiva de gases, ácidos graxos de cadeia curta ou etanol. Essa condição está associada à superpopulação bacteriana do intestino delgado (SIBO), disbiose fúngica ou síndrome da fermentação intestinal, causando inchaço, distensão abdominal e sintomas sistêmicos.

Para resolver isso, a ciência utiliza substâncias que funcionam como uma “equipe de limpeza e manutenção”. Aqui está como esse tratamento funciona, explicado de um jeito simples:


A Equipe de Limpeza: Como o tratamento age no seu corpo

  1. Defesa Antifúngica: Atua impedindo que os fungos cresçam e criem “cidades” (biofilmes) no seu intestino, reduzindo a fermentação causada por eles.
  2. Proteção de Amplo Espectro: Funciona como um escudo que ataca tanto bactérias quanto fungos que estão crescendo onde não deveriam.
  3. Destruidor de Membranas: Mira especificamente nos invasores comuns do SIBO, rompendo a camada externa deles para eliminá-los.
  4. Bloqueio de Reprodução: Consegue entrar nos micróbios e “travar” o sistema de multiplicação deles, garantindo que não criem resistência ao tratamento.
  5. Ação Ultra-rápida: Uma substância que age quase instantaneamente para destruir a proteção dos germes, ideal para as condições difíceis do sistema digestivo.
  6. Criação de Poros: Abre pequenos buracos nos microrganismos invasores, fazendo com que eles literalmente se desintegrem.
  7. Estímulo ao Movimento: Ajuda os músculos do intestino a se contraírem melhor, garantindo que a comida e os gases não fiquem parados (o que evita a fermentação).
  8. Propulsão Natural: Melhora o fluxo e a secreção no intestino grosso, impedindo que os resíduos fiquem estagnados e virem banquete para bactérias.
  9. Modulação do Sistema Nervoso: Além de eliminar germes, ajuda a regular a comunicação entre o cérebro e o intestino, acalmando a função digestiva.
  10. Alerta Imunológico: Foca em um grupo específico de bactérias mais resistentes e, ao mesmo tempo, chama as células de defesa do seu corpo para ajudar na limpeza.
  11. Escudo Protetor Diário: Mantém uma proteção constante na parede do intestino, servindo como uma barreira natural contra novas invasões.
  12. Alvo em Germes Resistentes: Consegue quebrar a resistência de bactérias e fungos mais difíceis de tratar, que costumam ignorar tratamentos comuns.
  13. Faxina de Resíduos e Equilíbrio: Desmancha as estruturas onde as bactérias se escondem e ajuda o sistema imunológico a encerrar a inflamação de forma equilibrada.

Resumindo: O foco não é apenas “matar o que está sobrando”, mas também garantir que o seu intestino volte a se movimentar e que a sua barreira de proteção natural seja reconstruída. Afinal, um intestino parado é o parquinho de diversão favorito das bactérias fermentadoras.

Conheça essa e outras terapias, consulte!

Diabetes Tipo 1 – terapia frequencial

Entender o Diabetes Tipo 1 pode ser complexo, mas a ciência moderna está focando em “atacar” o problema por várias frentes para tentar proteger o pâncreas e restaurar a produção de insulina.

Em termos simples, o Diabetes Tipo 1 ocorre porque o sistema de defesa do corpo (sistema imunológico) se confunde e ataca as próprias células do pâncreas que produzem insulina. Sem essas células, o açúcar sobe no sangue, causando danos ao corpo.

Abaixo, descrevemos os eixos de tratamento para uma linguagem mais clara, focando na função de cada abordagem:

Estratégias de Tratamento para o Diabetes Tipo 1


Ensinar o corpo a não atacar: Esta técnica tenta “acalmar” o sistema imunológico, ensinando-o a tolerar o pâncreas novamente, em vez de tratá-lo como um inimigo.

Acordar a produção de insulina: O foco aqui é estimular as células sobreviventes a trabalharem melhor e tentar incentivar o nascimento de novas células produtoras de insulina.

Proteger transplantes: Para quem recebe um transplante de células do pâncreas, este tratamento prepara o “terreno” para que o corpo aceite as novas células sem rejeitá-las.

Chamar a equipe de reparo: Este método atrai células regenerativas (células-tronco) do próprio corpo para o pâncreas, ajudando no conserto dos tecidos e diminuindo a inflamação local.

Desligar apenas as células “vilãs”: Em vez de enfraquecer todo o sistema imunológico, esta abordagem bloqueia especificamente as células de defesa que estão atacando o pâncreas, deixando o resto da imunidade livre para combater doenças.

Entrega com precisão (Delivery Biológico): Utiliza minúsculas “bolsas” transportadoras que levam o medicamento direto para o pâncreas, evitando que o remédio se espalhe para onde não é necessário e cause efeitos colaterais.

Bloquear o sinal de inflamação: Funciona como um escudo que impede que substâncias inflamatórias cheguem às células do pâncreas, evitando que elas morram por estresse.

Reforço da Tolerância: Um mecanismo adicional que trabalha junto com o primeiro item para garantir que o corpo pare de fabricar anticorpos contra si mesmo.

Combater o “Ferrugem” das Células: O processo inflamatório gera um estresse químico (oxidativo) que desgasta as células. Este tratamento age como um antioxidante potente para proteger as células restantes.

Cuidar da saúde do Intestino: Existe uma ligação direta entre o intestino e a imunidade. Fortalecer a barreira intestinal evita que toxinas entrem na corrente sanguínea e “irritem” ainda mais o sistema imunológico.

Resumo do Objetivo Central
O objetivo dessa terapia combinada não é apenas controlar o açúcar no sangue (como faz a insulina aplicada), mas sim reprogramar o organismo para que ele pare de destruir o próprio pâncreas e tente recuperar a capacidade natural de processar energia.

Nessa terapia, utilizamos peptídeos frequenciais naturais e bioamigáveis!

Causa da ansiedade e fadiga crônicas e como tratar

E se o ciclo interminável de ansiedade, confusão mental e esgotamento não fosse uma falha pessoal, mas sim uma falha sistêmica na rede de comunicação interna do seu corpo? E se a solução não fosse mais um comprimido, mas uma frequência esquecida capaz de reiniciar todo o seu sistema nervoso. Temos protocolos frequenciais certificados mundialmente e formas de alta tecnologia para repassar ao seu corpo.

A Ciência de um Sistema em Crise: Compreendendo a Desregulação do Sistema Nervoso

Seu corpo é uma orquestra finamente afinada, e o maestro é o sistema nervoso autônomo (SNA). Essa intrincada rede controla todos os processos inconscientes que o mantêm vivo: seus batimentos cardíacos, sua respiração, sua digestão. O SNA é dividido em dois ramos principais: o sistema nervoso simpático (sua resposta de “luta ou fuga”) e o sistema nervoso parassimpático (sua resposta de “repouso e digestão”). Em um indivíduo saudável, esses dois sistemas funcionam em harmonia, como uma dança perfeitamente equilibrada. Mas o que acontece quando a música para? 

A vida moderna, com seus constantes fatores de estresse, lançou esse delicado equilíbrio no caos. O resultado é um estado de desregulação crônica do sistema nervoso, onde o corpo fica perpetuamente preso no modo de “luta ou fuga”. Essa é a raiz do que muitos agora chamam de “fadiga do nervo vago”, “colapso polivagal” ou “desregulação do eixo HPA”. O nervo vago, o mais longo e complexo dos nervos cranianos, é o principal canal de comunicação entre o cérebro e o corpo, e é o principal componente do sistema nervoso parassimpático. Quando o nervo vago não está funcionando de forma ideal, a capacidade do corpo de relaxar e se recuperar fica gravemente comprometida. 

A Teoria Polivagal, desenvolvida pelo Dr. Stephen Porges, fornece uma estrutura poderosa para a compreensão desse fenômeno. Ela postula que o nervo vago possui dois ramos: o sistema vagal ventral, associado ao engajamento social e à sensação de segurança, e o sistema vagal dorsal, que é uma resposta mais primitiva a situações de risco de vida, levando ao bloqueio ou à dissociação. Quando estamos cronicamente estressados, podemos ficar presos nesses estados defensivos, o que leva a uma série de sintomas debilitantes. 

O agrupamento de sintomas primários: uma epidemia moderna

A disfunção do sistema nervoso autônomo se manifesta em uma ampla gama de sintomas que frequentemente são ignorados ou diagnosticados erroneamente pela medicina convencional. Estes incluem:

  • Ansiedade crônica sem causa aparente: Uma sensação persistente de pavor ou mal-estar que não possui um gatilho claro.
  • Síndrome do intestino irritável (SII), inchaço, instabilidade intestinal: O eixo intestino-cérebro é controlado diretamente pelo nervo vago, e a sua desregulação pode levar a uma série de problemas digestivos.
  • Fragmentação do sono: dificuldade em adormecer, em manter o sono ou em acordar com a sensação de não ter descansado.
  • Palpitações cardíacas: Coração acelerado ou com batimentos irregulares, mesmo em repouso.
  • Névoa mental: dificuldade em se concentrar, lembrar ou pensar com clareza.
  • Fadiga e esgotamento: Uma profunda sensação de exaustão que não é aliviada pelo repouso.
  • Aplanamento emocional ou hipersensibilidade: Uma capacidade reduzida de sentir emoções, ou a sensação de ser dominado por elas.
  • Inflamação sem diagnóstico: A inflamação crônica é uma característica da desregulação do sistema nervoso e pode contribuir para uma ampla gama de problemas de saúde.

Frequência como Medicina: Nossas soluções

E se você pudesse se comunicar diretamente com seu sistema nervoso em sua própria linguagem? Essa é a promessa de nossas terapias. Ao introduzir frequências específicas no corpo, podemos guiar suavemente o sistema nervoso de volta a um estado de equilíbrio e coerência. Nossas terapias demonstraram ser uma maneira segura e eficaz de estimular o nervo vago, promovendo relaxamento e reduzindo o estresse.

Ao posicionar nossas tecnologias em áreas-chaves do corpo, como pescoço, coluna, peito ou abdômen, é possível atingir diretamente o nervo vago e outros componentes importantes do sistema nervoso. Isso permite uma abordagem altamente direcionada e eficaz para restaurar o equilíbrio autonômico. As frequências utilizadas em nossas terapias podem ajudar a reduzir a inflamação, melhorar a circulação e promover o reparo celular, todos essenciais para a recuperação da exaustão e da desregulação do sistema nervoso.

Boas práticas e o que esperar

A consistência é fundamental na terapia PEMF. Recomendamos o seguinte protocolo para a regulação do sistema nervoso:

  • Protocolo diário: Em casos mais extremos, 1 a 2 vezes ao dia. Os melhores horários são pela manhã, para criar uma atmosfera calma para o dia, e próximo ao final da tarde, para promover um sono reparador.
  • Protocolo semanal: Pelo menos 5 dias por semana para manter o equilíbrio e evitar o acúmulo de estresse. Conforme a disponibilidade, 2 a 3 vezes por semana também são uma ótima opção.
  • O que esperar: Você poderá notar uma sensação de calma e relaxamento durante as primeiras sessões. Com o tempo, poderá experimentar uma redução da ansiedade, melhora do sono, melhor digestão e aumento dos níveis de energia.
  • Como sei que está funcionando?: Observe se há uma redução nos seus sintomas principais. Você também poderá notar uma maior sensação de bem-estar, uma maior capacidade de lidar com o estresse e uma perspectiva mais positiva da vida.
  • Para quem é indicado?: Para qualquer pessoa que apresente sintomas de desregulação do sistema nervoso, fadiga do nervo vago ou esgotamento profissional. Esta ferramenta também é excelente para quem busca otimizar sua saúde e desempenho (até biohacking).

Referências

  1. Goldberger, JJ, Arora, R., Buckley, U., & Shivkumar, K. (2019). Disfunção do Sistema Nervoso Autônomo. Journal of the American College of Cardiology , 73(10), 1189–1206. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6958998/
  2. Porges, SW (2007). A perspectiva polivagal. Psicologia biológica , 74(2), 116-143. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1868418/
  3. Porges, SW (2011). A teoria polivagal: fundamentos neurofisiológicos das emoções, apego, comunicação e autorregulação. WW Norton & Company.

9 Sinais de que Seu Sistema Nervoso Está Preso no Modo de Luta ou Fuga

Prestar atenção aos sinais do corpo pode ser útil para reconhecer quando emoções não processadas estão ameaçando a saúde.

Liberty sente o aperto familiar subindo da barriga até o peito e sabe o que está por vir: um bloqueio, raiva, a necessidade de escapar. Seu ex-marido enviou outra mensagem ameaçadora. Em segundos, ela pega as chaves do carro, deixando seu novo marido perplexo na cozinha. Ela está o protegendo de sua raiva, mas, na verdade, está lutando contra um corpo que não consegue se desvencilhar do passado.

Após vários episódios, Liberty percebeu que não estava lidando com falhas de caráter ou fraqueza emocional. Seu corpo estava preso no modo de sobrevivência, uma condição chamada disfunção autonômica .A disfunção autonômica é uma condição comum que mantém o corpo preparado para respostas de estresse do tipo “lutar ou fugir”, e é facilmente reconhecida assim que aprendemos os sinais de alerta do nosso corpo.

O que é disfunção autonômica?

Em uma resposta normal de luta ou fuga, seu corpo se mobiliza rapidamente — batimentos cardíacos acelerados, visão turva ou em túnel, sudorese excessiva, respiração acelerada, tontura, ansiedade ou dor no peito. Embora desconfortáveis ​​às vezes, esses sintomas indicam um sistema nervoso saudável reagindo ao perigo.

A divisão simpática do sistema nervoso autônomo prepara o corpo para a ação, aumentando involuntariamente a circulação em algumas áreas e diminuindo-a em outras, numa resposta sofisticada que visa manter a segurança do indivíduo. Enquanto isso, o sistema nervoso parassimpático restaura a calma após a ameaça passar, diminuindo a respiração e os batimentos cardíacos até o normal.

O problema surge quando o corpo continua a perceber a ameaça mesmo depois de ela ter passado. Quando os sintomas simpáticos não são passageiros, tornam-se problemáticos — como acontece em doenças como Parkinson e síndrome da taquicardia postural ortostática, uma perturbação que eleva drasticamente a frequência cardíaca e a pressão arterial, e numa lista crescente de outras condições físicas associadas ao sistema nervoso.

Embora exames laboratoriais e ecocardiogramas possam ser úteis para identificar a disfunção autonômica, um teste simples que mede como o coração e os vasos sanguíneos reagem quando o corpo muda de posição — chamado teste de inclinação — é suficiente.

9 Sinais de Alerta de que Seu Sistema Nervoso Pode Estar Desregulado

O sistema nervoso autônomo não está isolado do resto do corpo. Pelo contrário, está intrinsecamente ligado à maioria dos outros sistemas, o que significa que a sua desregulação pode manifestar-se de maneiras que não necessariamente indicam um possível envolvimento do sistema nervoso.

Sono ruim

Se você já descartou fatores comuns que contribuem para a má qualidade do sono, como o uso de telas antes de dormir, a falta de exercícios e o tempo insuficiente em contato com a natureza, seu sistema nervoso pode estar mantendo você agitado durante a noite, afirma a especialista em sistema nervoso Irene Lyon, certificada no método de experiência somática do psicólogo Peter Levine.

“O que acontece é que, quando você tem até mesmo coisas inconscientes armazenadas, existe uma sensação de perigo. Você não consegue dormir completamente porque pode ser atacado ou alguém pode invadir sua casa”, disse ela.

Pesquisas corroboram essas conexões. Um estudo de 2021 publicado na revista Sleep comparou 43 adultos mais velhos com insônia crônica a 16 pessoas saudáveis ​​e descobriu que a disfunção autonômica pode ter sido o mecanismo que contribuiu para a insônia e outros problemas de saúde, identificada por meio do aumento dos hormônios do estresse, cortisol e norepinefrina.

Dor crônica

Diversas condições comuns de dor crônica, incluindo fibromialgia, dor lombar, enxaqueca, cefaleia tensional, síndrome do intestino irritável e disfunção da articulação temporomandibular, estão sendo reconhecidas como dor nociplástica . Esse tipo de dor envolve sinais mistos no sistema nervoso, sem lesão tecidual ou nervosa, porém persiste.

Se suas técnicas de controle da dor para aliviar, mascarar ou suprimir dores musculares ou articulares crônicas não estiverem funcionando, pode ser porque seu sistema nervoso está ativado para a sobrevivência, disse Lyon.“Não deveríamos sentir dor no corpo o tempo todo.”

Movimentos intestinais irregulares

“O ideal é que tenhamos evacuações saudáveis”, disse Lyon. “Pessoas que sofrem de constipação severa ou diarreia crônica, ou que alternam entre os dois, apresentam um sinal clássico de desregulação do sistema nervoso.”O sistema nervoso está envolvido em problemas intestinais funcionais — aqueles sem uma causa estrutural ou bioquímica, como a síndrome do intestino irritável e a indigestão — que afetam até 22% das pessoas.

O eixo intestino-cérebro envolve não apenas todo o sistema digestivo, mas também o sistema nervoso autônomo, incluindo o sistema nervoso entérico, uma rede de nervos no intestino que influencia a motilidade. Quando essa rede de comunicação é perturbada — como quando estamos em estado de alerta constante — podem surgir problemas com a regularidade intestinal e dor.

Evitar ou expressar mal a raiva

A raiva é uma emoção saudável. No entanto, certas maneiras de lidar com a raiva, como evitá-la, ter dificuldade em revivê-la e repeti-la mentalmente — desencadeando cenários — indicam uma resposta desadaptativa, de acordo com os resultados de uma revisão sistemática de 2024 publicada no periódico General Hospital Psychiatry.

A revisão constatou níveis mais elevados de raiva desadaptativa em pacientes com transtorno neurológico funcional, que envolve disfunção autonômica.“Em nossa cultura, tendemos a ir aos extremos — ou não expressamos nossa raiva de forma saudável e tentamos agradar a todos, ou nos deixamos levar pela fúria e nos tornamos violentos ou agressivos”, observou Lyon, acrescentando que nenhuma das duas situações contribui para restaurar o equilíbrio do sistema nervoso.

Tendências obsessivo-compulsivas

Se você estiver hipervigilante — ansioso, constantemente analisando o ambiente, irritável, verificando e re-verificando as coisas — seu corpo pode sentir que uma ameaça ainda persiste, disse Lyon.

Um estudo publicado na revista Psychophysiology comparou 31 pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) a 30 indivíduos saudáveis ​​do grupo de controle, examinando a frequência cardíaca e a dilatação da pupila — sinais de envolvimento do sistema nervoso — durante três conjuntos de testes cognitivos oculares de oito minutos. Os indivíduos saudáveis ​​do grupo de controle se adaptaram durante os testes, enquanto aqueles com TOC apresentaram aumento da frequência cardíaca e dilatação da pupila no meio dos testes. A dilatação da pupila indica um desequilíbrio entre os sistemas simpático e parassimpático.

Má circulação

Dedos das mãos e dos pés que ficam frios, esbranquiçados e depois azulados — uma condição chamada fenômeno de Raynaud — pode ser causada por temperaturas frias, mas também por estresse.

Embora pouco compreendida, a pesquisa sugere que a atividade alterada do sistema nervoso autônomo causa estreitamento dos vasos sanguíneos. Como as alterações na circulação sanguínea são um objetivo primordial do organismo, alternando entre os sistemas simpático e parassimpático, a má circulação é um indicador-chave de disfunção autonômica.

Dor crônica na bexiga

A inflamação da bexiga, chamada cistite, é geralmente causada por uma infecção bacteriana e se resolve facilmente com antibióticos. No entanto, às vezes a dor persiste por mais de seis semanas sem causa aparente — condição chamada cistite intersticial ou síndrome da bexiga dolorosa.

Um estudo publicado na revista Urogynecology em 2024, envolvendo 122 pacientes com cistite intersticial, descobriu que eles também apresentavam sintomas de disfunção do sistema nervoso autônomo, além de serem mais propensos a apresentar sintomas e problemas de saúde não relacionados.

Síndrome das Pernas Inquietas

A síndrome das pernas inquietas — uma vontade incômoda de mover as pernas que frequentemente interrompe o sono — também está associada ao sistema nervoso.

Um pequeno estudo publicado no Journal of Neurology descobriu que seis pacientes com síndrome das pernas inquietas apresentavam atividade muscular significativamente maior, associada à resposta de luta ou fuga, tanto em repouso quanto sob estimulação, em comparação com nove indivíduos saudáveis ​​do grupo de controle.

Problemas graves da perimenopausa

Embora a menopausa seja uma fase normal da saúde, os sintomas podem piorar se o sistema nervoso estiver desequilibrado.

Um estudo com 101 mulheres entre 45 e 55 anos, publicado na revista Menopause, descobriu que aquelas com ondas de calor mais intensas e perturbadoras também apresentavam uma resposta de cortisol ao despertar atenuada, o que pode indicar que o corpo não está reagindo ao estresse normalmente.Segundo Lyon, a pesquisa está apenas começando a reconhecer e explorar o papel do sistema nervoso nas doenças humanas. “Muitos desses problemas de saúde não serão detectados em um estudo duplo-cego controlado por placebo.”

Por que o reconhecimento é importante

Aprender a reconhecer as sensações corporais é necessário, observou Lyon, para identificar quando você pode precisar de ajuda com a regulação do sistema nervoso. “Você precisa ter uma bússola interna para sentir seu corpo começando a entrar em colapso ou a ficar sob pressão, porque isso acontece em segundos.”

No entanto, a disfunção autonômica pode ser difícil de diagnosticar, de acordo com a Cleveland Clinic, que observou que os profissionais de saúde fazem parte do problema. Pode ser necessário consultar vários profissionais, manter registros detalhados dos sintomas e insistir para obter ajuda.

Muitos pacientes com dor nociplástica acabam procurando atendimento quiroprático, revelando que os profissionais da área carecem de soluções. No entanto, como observou o Journal of the Canadian Chiropractic Association , o controle da dor requer uma abordagem abrangente que envolve movimento, educação e estilo de vida.

A rápida percepção de Liberty sobre a disfunção autonômica em seu novo casamento não foi por acaso. Ela sofre de transtorno de estresse pós-traumático complexo e tem se dedicado extensivamente, tanto como paciente quanto como coach, a aprender a reconhecer e se curar de traumas.

Indivíduos com transtorno de estresse pós-traumático e experiências adversas na infância apresentam maior risco não apenas de disfunção autonômica, mas também de pior saúde física em geral.

Embora Liberty não consiga escapar de situações traumáticas com o ex-marido devido à guarda compartilhada dos filhos, ela desenvolveu ferramentas para lidar com a raiva, de modo que ela não a prejudique nem seu novo casamento. Às vezes, seu novo marido até se junta a ela em exercícios que conectam mente e corpo — como pular, dançar ou uma caminhada rápida na floresta que pode incluir um grito primal — para que juntos possam enfrentar as tempestades emocionais da vida a dois.

“Sinto uma mistura de profunda tristeza e raiva pela injustiça do abuso e da negligência em situações nas quais me vi repetidas vezes”, disse Liberty. “Mas também havia saudade, desejo e vontade de me libertar e seguir em frente, numa narrativa diferente, numa história diferente que eu sabia, naquele momento, ser possível.”

Ammy Denney

OBS.: Temos várias terapias para as questões acima citadas. Consulte!

Superalimento brasileiro transforma a saúde intestinal

Duas pessoas podem comer refeições idênticas, seguir a mesma rotina de exercícios e obter resultados completamente diferentes. Uma mantém o nível de açúcar no sangue perfeito, enquanto a outra desenvolve diabetes. Uma tem energia ilimitada, enquanto a outra luta contra a fadiga constante. A medicina ocidental culpa a genética ou a força de vontade, mas a verdadeira resposta está nos seus intestinos – trilhões de bactérias que determinam como seu corpo processa cada pedaço de comida que você ingere.

Agora, pesquisadores identificaram uma semente incomum do ecossistema Cerrado, ameaçado de extinção no Brasil, que pode reprogramar essas bactérias em apenas 60 dias, desencadeando melhorias mensuráveis ​​em marcadores de saúde metabólica.

Pequenas porções diárias desencadeiam grandes alterações bacterianas.

Cientistas recrutaram 15 indivíduos com obesidade e os instruíram a consumir apenas 20 gramas de amêndoas baru por dia – o equivalente a cerca de uma porção na palma da mão ou aproximadamente 15 sementes – durante 60 dias. Exames de sangue e amostras fecais foram coletados no início e no final do estudo para acompanhar as alterações nos marcadores metabólicos e na composição da microbiota intestinal.

A análise do microbioma revelou transformações bacterianas específicas após o consumo regular de baru. A família Faecalibacterium diminuiu, enquanto o gênero Provotella aumentou significativamente. Essas mudanças são importantes porque as bactérias intestinais produzem metabólitos que chegam ao cérebro, regulam a inflamação em todo o corpo, sintetizam vitaminas, protegem contra organismos patogênicos e mantêm a função da barreira intestinal.

As amêndoas Baru contêm altas concentrações de ácidos graxos insaturados, proteínas, fibras e minerais, incluindo potássio, fósforo, ferro, magnésio, zinco, manganês e cobre. Esse perfil nutricional único parece alimentar as bactérias benéficas enquanto impede o crescimento de cepas problemáticas, criando um ambiente intestinal que favorece uma melhor sinalização metabólica.

O estudo também constatou melhorias nos parâmetros bioquímicos. Os níveis de colesterol HDL aumentaram, enquanto o colesterol total e o colesterol LDL diminuíram – alterações que pareceram estar diretamente ligadas às transformações do microbioma desencadeadas pelo consumo regular de baru.

Onde encontrar amêndoas baru

As amêndoas baru estão começando a ganhar popularidade nos mercados de alimentos saudáveis, embora ainda não sejam encontradas nas principais redes de supermercados. Se você tiver interesse em experimentá-las, a melhor opção são os varejistas online, que costumam tê-las em estoque. Você também as encontrará em lojas especializadas em alimentos saudáveis ​​e mercados de produtos naturais, especialmente aqueles que vendem superalimentos importados ou que priorizam opções de lanches ricos em nutrientes.

Uma observação importante: ao contrário das amêndoas ou nozes, que podem ser consumidas cruas, as amêndoas baru orgânicas precisam ser torradas antes do consumo, pois contêm compostos que requerem inativação pelo calor. Isso significa que elas são sempre vendidas pré-torradas, o que torna as sementes seguras e digeríveis, além de conferir um sabor rico e levemente amendoado, semelhante ao do amendoim torrado.

Estratégias práticas para reconstruir bactérias benéficas

Proteger e reconstruir seu microbioma exige mais do que adicionar um único superalimento. Requer uma abordagem abrangente para alimentar as bactérias benéficas e eliminar as toxinas que destroem a saúde intestinal.

Inclua alimentos prebióticos diariamente : amêndoas Beyond Baru, vegetais fermentados, alcachofras de Jerusalém orgânicas , alho cru, cebolas e aspargos alimentam bactérias benéficas. A diversidade é importante – diferentes cepas bacterianas preferem diferentes fontes de energia, portanto, variar a ingestão de prebióticos cria um microbioma mais resiliente.

Elimine os disruptores do microbioma : Óleos vegetais processados, adoçantes artificiais, emulsificantes em alimentos industrializados e antibióticos desnecessários prejudicam as populações de bactérias benéficas. Toxinas ambientais, incluindo pesticidas , metais pesados ​​e produtos químicos industriais, destroem os delicados ecossistemas bacterianos em seus intestinos.

Apoie a integridade da barreira intestinal : O estresse crônico, medicamentos e alimentos inflamatórios danificam as junções estreitas do revestimento intestinal, permitindo a entrada de toxinas na corrente sanguínea. Isso desencadeia inflamação sistêmica, perturbando ainda mais o microbioma.

Descubra como a saúde intestinal controla a imunidade.

O seu microbioma intestinal controla a base de todo o seu sistema imunológico. As bactérias benéficas no seu intestino treinam as células imunológicas, produzem compostos anti-inflamatórios e impedem que organismos patogênicos colonizem o seu trato intestinal.

Resumindo : Uma pequena porção diária de amêndoas baru transformou a composição da microbiota intestinal em apenas 60 dias, desencadeando melhorias nos marcadores de colesterol que pareciam estar diretamente ligadas às mudanças no microbioma. Suas bactérias intestinais controlam mais da sua saúde do que a maioria dos médicos reconhece, e os alimentos certos podem alterar as populações bacterianas a seu favor.

Stephanie Woods

As fontes para este artigo incluem:

Sciencedirect.com
Nutritionfacts.org

OBS.: Através da biorressonância eletrônica, conseguimos verificar de forma abrangente o intestino, desde a energia dos epitélios, bem como a presença de patógenos, dentre outras questões. Consulte!

A importância do Apêndice

Durante décadas, o apêndice foi descartado como um órgão inútil. Os médicos o removeram sem hesitar, acreditando que não tinha nenhuma função real no corpo humano. Mas uma pesquisa inovadora da Universidade Duke agora revela uma verdade muito diferente. O apêndice está longe de ser dispensável. Na verdade, ele pode ser um dos aliados mais importantes do seu intestino, repleto de poder neural e função imunológica que auxilia tanto na digestão quanto na saúde do cérebro.
Cientistas descobriram que o apêndice contém mais de 200 milhões de neurônios, mais do que a sua medula espinhal. Esses neurônios não estão apenas parados. Eles estão conectados a redes complexas que permitem que o apêndice opere de forma semi-independente e se comunique diretamente com o cérebro. Isso mesmo: o apêndice pode funcionar como um segundo cérebro no seu intestino, desempenhando um papel crucial no eixo intestino-cérebro.
Uma de suas funções mais vitais é servir como um abrigo seguro para bactérias benéficas. Quando seu corpo sofre uma doença, especialmente algo que destrói a flora intestinal, o apêndice atua como um reservatório para restaurar o equilíbrio microbiano. Ele também ajuda a regular as respostas imunológicas e a reforçar a memória imunológica. Em suma, é um herói anônimo na manutenção do seu ecossistema interno de saúde.
Pessoas que tiveram o apêndice removido podem notar alterações a longo prazo na digestão, maior vulnerabilidade a infecções intestinais e até mesmo respostas alteradas ao estresse no intestino. Isso está levando parte da comunidade médica a repensar a prática rotineira de remover o apêndice durante inflamações leves. Alguns hospitais agora optam pelo tratamento com antibióticos quando possível, optando por preservar a função do órgão para o bem-estar a longo prazo.
Se você não tem mais apêndice, ainda há esperança. Você pode fortalecer seu sistema de comunicação intestino-cérebro melhorando seu microbioma por meio de alimentos fermentados como kimchi e kefir, tomando probióticos de alta qualidade e incorporando nutrientes como colágeno, zinco e caldo de osso para reparar e proteger o revestimento intestinal.
O apêndice não é um pedaço remanescente da biologia. É um guardião do seu intestino e uma parte essencial da rede de comunicação interna do seu corpo. A ciência está finalmente alcançando o que o corpo sempre soube.
Através da biorressonância eletrônica, podemos verificar o estado energético do apêndice, patógenos e outras questões. Através da meta-terapia e outras terapias frequenciais, podemos auxiliar o corpo a restaurar o apêndice (bem com demais partes do corpo).

Os primeiros 1.000 dias: como o microbioma intestinal do bebê molda a saúde ao longo da vida

Atualmente, há uma crise de saúde infantil em torno do microbioma intestinal, de acordo com a Dra. Elisa Song, pediatra e diretora médica da Tiny Health.

Com 1 em cada 2 crianças atualmente diagnosticadas com uma doença crônica, é importante entender que o microbioma intestinal estabelecido nos primeiros 1.000 dias de vida influencia profundamente a saúde futura e o risco de doenças.

“Qualquer interrupção no desenvolvimento do microbioma intestinal, seja por cesárea ou uso de antibióticos, pode aumentar significativamente o risco de problemas imunológicos e de saúde mental mais tarde na vida.”Song observou que abordar a obesidade, o diabetes tipo 1, os distúrbios alérgicos e outras condições somente depois que elas ocorrem não resolve a crise de saúde pediátrica causada por doenças crônicas. A prevenção — especialmente nos primeiros 1.000 dias — é a única maneira de acabar com essa epidemia de doenças crônicas infantis. A chave para a prevenção envolve fortalecer o microbioma intestinal do bebê por meio de várias medidas, incluindo amamentação e probióticos.

Partos vaginais moldam o microbioma do bebê

O microbioma intestinal difere entre bebês nascidos por parto normal e cesárea, com os primeiros tendo cepas bacterianas mais benéficas e os últimos tendo menos cepas benéficas e mais cepas potencialmente prejudiciais.

Autores de um ensaio clínico publicado na Pediatric Allergy and Immunology descobriram que a composição do microbioma intestinal de bebês nascidos por via vaginal apresentava populações maiores de Bifidobacterium, Parabacteroides e Bacteroides do que a de bebês nascidos por cesárea. Essas espécies bacterianas frequentemente promovem a degradação dos oligossacarídeos do leite materno (HMO) — um tipo de carboidrato —, levando à produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCCs), a principal fonte de energia para as células do cólon.

Os autores também observaram que bebês nascidos por cesárea são frequentemente colonizados por Staphylococcus, Enterococcus, Clostridium e Klebsiella, bactérias que não ajudam a decompor HMOs nem a produzir AGCCs. Essas espécies bacterianas também têm maior probabilidade de abrigar genes de resistência a antibióticos.

“Bebês nascidos por cesariana perdem uma das exposições mais fundamentais da natureza ao microbioma”, disse o Dr. Tokunbo Akande, pediatra certificado e fundador da Harmony 360 Health, que não participou do estudo. “Essa via de parto vaginal fornece uma ‘dose inicial’ crítica de micróbios maternos que ajudam a semear o intestino e o sistema imunológico do recém-nascido.”

Por outro lado, bebês nascidos por cesárea são frequentemente expostos primeiro a bactérias da pele e associadas ao hospital, acrescentou. Esse padrão alterado de colonização precoce pode atrasar a diversidade do microbioma e interromper a maturação normal do sistema imunológico.Esses efeitos no microbioma intestinal são sentidos por uma proporção significativa de bebês nos Estados Unidos, já que aproximadamente um em cada três nasce por cesariana.

Efeitos na saúde do microbioma intestinal prejudicado

O comprometimento do microbioma de bebês nascidos por cesárea frequentemente persiste até os 4 anos de idade e aumenta o risco de obesidade, diabetes tipo 1 e condições alérgicas, observaram os autores do ensaio clínico. Normalmente, as condições alérgicas envolvem uma progressão de dermatite atópica (eczema) para alergias alimentares, rinite e asma — um fenômeno conhecido como marcha atópica.

O microbioma intestinal infantil também desempenha um papel crucial no desenvolvimento do cérebro por meio do eixo intestino-cérebro, afirma o pediatra Dr. Yossef Alnasser. O eixo intestino-cérebro refere-se à associação entre o cérebro e o microbioma intestinal e como isso afeta a saúde.

O período mais crucial para o desenvolvimento do cérebro são os três primeiros meses de vida, disse ele. Além disso, como certas estruturas cerebrais só amadurecem completamente aos 2 anos de idade, um microbioma intestinal saudável pode impulsionar o crescimento e o desenvolvimento da criança.

Como melhorar o microbioma intestinal do bebê

O ensaio clínico constatou que um programa de seis meses de intervenções personalizadas — incluindo testes de microbioma e recomendações personalizadas — pode melhorar a composição microbiana intestinal do bebê e reduzir a incidência de eczema. Nem todos têm acesso a um programa como esse, então o coautor Song compartilhou as seis etapas práticas a seguir que qualquer pai ou mãe pode adotar:

1. Amamente se possível

O leite materno contém HMOs especiais que ajudam a nutrir bactérias intestinais benéficas, como a Bifidobacterium, disse Song. Além de fortalecer o sistema imunológico do bebê, os HMOs também podem combater micróbios nocivos, como o rotavírus, que causa vômitos e diarreia aquosa em bebês. Se a amamentação não for possível ou limitada, ela aconselha os pais a consultar um pediatra para recomendar uma fórmula que contenha HMOs.

Uma revisão observou que a amamentação é uma das maneiras mais influentes de melhorar a composição do microbioma intestinal durante a infância. A diferença de micróbios entre bebês amamentados e alimentados com fórmula fundamenta a hipótese de que a amamentação é parcialmente responsável pela redução do risco de doenças infecciosas e não infecciosas na infância.

2. Forneça alimentos nutritivos para o microbioma

Quando os bebês conseguirem comer, devem receber alimentos vegetais ricos em fibras, frutas e vegetais coloridos e alimentos fermentados, acrescentou Song. Esses alimentos aumentam a proliferação de cepas bacterianas benéficas, como Bacteroides e Bifidobacterium, segundo uma revisão .

3. Considere um probiótico

Segundo Song, os probióticos contêm bactérias benéficas que podem estimular a função imunológica, produzir vitaminas essenciais, digerir alimentos e inibir o crescimento de bactérias nocivas. Nem todos os probióticos são iguais, por isso ela recomenda procurar uma marca de qualidade que contenha Lactobacillus ou Bifidobacterium específicos para bebês. Um exame de fezes pode identificar as cepas específicas de que um bebê precisa.

Uma revisão constatou que alguns estudos que avaliaram o uso de probióticos em bebês sugerem que eles podem ajudar a promover a saúde ideal. No entanto, os autores alertaram que mais pesquisas são necessárias para avaliar completamente os riscos e benefícios dos probióticos nessa faixa etária.

4. Minimize os antibióticos desnecessários

“É importante minimizar o uso de antibióticos desnecessários e reconhecer o potencial comprometimento desses medicamentos no microbioma intestinal em desenvolvimento e no sistema imunológico”, disse Song. “Se os antibióticos forem realmente necessários, como quando um bebê tem uma infecção bacteriana potencialmente grave, converse com um pediatra sobre probióticos e medidas adicionais para restaurar a flora intestinal do bebê.”

Um estudo examinou os efeitos de antibióticos de amplo espectro em bebês tratados para sepse após o nascimento e constatou que o tratamento reduziu a população de Bifidobacterium. Os antibióticos também aumentaram as populações das bactérias não benéficas Klebsiella e Enterococcus. Além disso, a combinação de amoxicilina e cefotaxima causou a maior perturbação do microbioma, enquanto a combinação de penicilina e gentamicina causou a menor perturbação — indicando que a escolha dos antibióticos, quando necessária, é importante.

5. Mantenha contato pele a pele próximo

Song observou que colocar o bebê contra o peito ou o corpo, especialmente nas primeiras semanas, traz benefícios notáveis ​​tanto para a mãe quanto para o bebê. A exposição próxima também reduz o estresse e promove a criação de vínculos.

Pesquisas constataram que o contato pele a pele melhorou a composição do microbioma na primeira infância, bem como seu desenvolvimento no início e no final da infância. A intervenção diminuiu a volatilidade do microbioma, definida como a extensão das mudanças na composição microbiana ao longo do tempo. Os autores levantaram a hipótese de que o benefício da volatilidade pode advir da capacidade do contato pele a pele de aliviar o estresse.

6. Incentive a diversidade e deixe os bebês brincarem

“Promover um microbioma intestinal resiliente em um bebê requer exposição a uma diversidade de ambientes”, disse Song. “Permita que a criança brinque na terra, toque em animais de estimação e visite fazendas locais.”

Um estudo descobriu que a exposição a animais de estimação na infância aumentou as populações de Ruminococcus e Oscillospira, cepas bacterianas que podem proteger contra alergias e obesidade infantil. A exposição também diminuiu a população de bactérias estreptocócicas, o que pode reduzir o risco de alergias e doenças metabólicas na infância.

Maria Oeste

Mesmo curtos períodos de uso de antibióticos afetam a saúde intestinal a longo prazo

O abuso de antibióticos é um problema generalizado de saúde pública em todo o mundo. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, 2,8 milhões de casos de infecções resistentes a antibióticos são diagnosticados anualmente, e 35.000 pessoas morrem em decorrência disso. 1 Mas como exatamente as bactérias escapam dos antibióticos? Acontece que as bactérias são microrganismos resistentes que se adaptam aos antibióticos de diferentes maneiras: 2

•Resistência intrínseca — Uma mudança na estrutura ou nos componentes por meio da evolução acaba criando resistência.

•Resistência adquirida — As bactérias começam a resistir aos antibióticos por meio de mutações genéticas, “tomando emprestado” DNA de bactérias já resistentes.

•Alteração genética — As bactérias são capazes de alterar a produção de proteínas, o que cria componentes que os antibióticos não conseguem reconhecer e acabam eliminando.

•Transferência de DNA — A comunicação cruzada ocorre entre diferentes bactérias, permitindo que elas compartilhem DNA resistente por meio da transferência de genes.

Dito isso, tomar antibióticos é uma das piores coisas que você pode fazer pela sua saúde. De acordo com uma nova pesquisa, mesmo o uso por um curto período já causa mudanças duradouras no microbioma intestinal, dificultando a recuperação.

O uso breve de antibióticos desencadeia resistência duradoura no seu intestino

Em um estudo publicado na Nature, pesquisadores se propuseram a identificar se o uso de antibióticos em curto prazo altera as bactérias intestinais, especificamente ao criar cepas resistentes a antibióticos, e se isso tem efeitos duradouros posteriormente. 3

•Antibióticos criam cepas resistentes imediatamente — O estudo envolveu 60 participantes adultos saudáveis ​​que receberam 500 miligramas de ciprofloxacino, um antibiótico amplamente prescrito, duas vezes ao dia durante cinco dias. Após analisar amostras de fezes ao longo de um período de 20 semanas, os pesquisadores tiveram uma revelação alarmante: em apenas alguns dias, bactérias anteriormente suscetíveis evoluíram para cepas resistentes, capazes de sobreviver ao tratamento com antibióticos.

Cerca de 10% das populações de bactérias intestinais desenvolveram resistência rapidamente por meio de uma mutação em um gene conhecido como gyrA. Essa mutação alterou especificamente uma enzima (DNA girase), tornando a ciprofloxacina ineficaz contra essas bactérias.

•O impacto do gyrA — De acordo com o estudo, das 2,3 milhões de variantes genéticas identificadas pela reconstrução de 5.665 genomas, 513 delas sofreram alterações radicais no gene gyrA. Além disso, um relatório do Medical Xpress sobre o estudo em destaque observou:

Uma vez estabelecidas, as varreduras de gyrA persistiram por mais de 10 semanas e previa-se que permaneceriam detectáveis ​​por até um ano. Mutações adicionais associadas à resistência ocorreram em outros genes, embora esses eventos fossem menos comuns e aparecessem em menos espécies. 4

•As bactérias resistentes apresentam anormalidades distintas — Normalmente, as bactérias que desenvolvem resistência sofrem alguma perda de aptidão — a capacidade das bactérias de se adaptarem e sobreviverem. 5

No entanto, a mutação gyrA observada no estudo em destaque praticamente não teve impacto negativo na função bacteriana. Em outras palavras, essas bactérias resistentes não pagaram um “preço” biológico pela resistência, tornando sua persistência a longo prazo extremamente provável.

•Bactérias resistentes a medicamentos se multiplicam com rapidez e facilidade — A equipe observou que, durante o experimento, várias espécies bacterianas não relacionadas desenvolveram independentemente a mesma mutação gyrA. Isso indica que as bactérias se adaptam e se protegem rapidamente dos antibióticos.

A natureza duradoura dessa resistência foi igualmente preocupante. Mesmo 10 semanas após o término do tratamento com antibióticos, as bactérias resistentes permaneceram dominantes no intestino dos participantes. Usando modelos preditivos, os pesquisadores projetaram que essas cepas persistiriam por aproximadamente um ano sem qualquer exposição adicional a antibióticos.

•Cepas benéficas são expulsas — Os pesquisadores observaram um fator importante que influencia o desenvolvimento de resistência: a população de bactérias no intestino. Cepas que começaram com populações maiores apresentaram reduções mais drásticas em número durante o tratamento com antibióticos, seguidas por um rápido aumento de cepas resistentes posteriormente.

•Traços bacterianos que criam resistência permanecem no seu intestino — Você ainda não está livre, mesmo depois de interromper os antibióticos e o microbioma ter se estabilizado. De acordo com os pesquisadores, as bactérias que vivem no seu intestino foram permanentemente alteradas pelos antibióticos, fazendo com que novas bactérias que entram no seu corpo também ganhem resistência:

“As populações comensais podem, portanto, atuar como reservatórios para características de resistência que podem ser transferidas para bactérias patogênicas por meio da transferência horizontal de genes, além da interação com antibióticos.” 6

A principal conclusão aqui é que mesmo o uso de antibióticos em curto prazo cria condições para que bactérias resistentes persistam e causem disbiose intestinal a longo prazo. Sabendo disso, fica claro que evitar antibióticos, a menos que necessário, é essencial para preservar o microbioma intestinal e reduzir o risco de infecções bacterianas resistentes a antibióticos.

O uso de antibióticos em seu país afeta sua saúde intestinal

Em um estudo semelhante publicado na Nature Communications, pesquisadores revelaram como o uso de antibióticos, desta vez em uma perspectiva nacional, molda o microbioma intestinal humano. Eles analisaram amostras de 3.096 participantes que atualmente não tomam antibióticos em 10 países, observando especificamente os genes de resistência a antibióticos (ARGs), que são marcadores que indicam a capacidade das bactérias de resistir aos antibióticos .

Os pesquisadores agruparam esses microbiomas intestinais em dois padrões distintos, também conhecidos como “resistótipos”, com base na quantidade e no tipo de ARGs que continham. O primeiro resistótipo incluiu microbiomas intestinais com menos genes de resistência, enquanto o segundo foi marcado por níveis significativamente mais altos desses genes de resistência.

•Maiores taxas de vendas de antibióticos fizeram com que os países apresentassem microbiomas intestinais mais resistentes — Os pesquisadores relataram que pessoas de países onde as vendas de antibióticos eram altas, como Espanha, Itália e Grécia, apresentaram níveis notavelmente mais altos de ARGs em seus microbiomas intestinais em comparação com pessoas em países com vendas menores de antibióticos, como Holanda e Dinamarca.

•Genes de resistência são persistentes — Mesmo que o uso de antibióticos diminua repentinamente, os ARGs podem persistir por anos ou até décadas em uma população. Isso ocorre porque esses genes se alojam profundamente nas bactérias comensais residentes — os micróbios benéficos normalmente encontrados no intestino.

O resultado? Países que historicamente tiveram alto uso de antibióticos mantêm níveis elevados de resistência muito depois que os padrões de uso mudam, expondo gerações de pessoas a um risco maior de infecções resistentes a antibióticos.

•Viagens internacionais influenciam a resistência a antibióticos — Quando viajantes de países com baixa resistência visitavam países com alta resistência, seus microbiomas intestinais se adaptavam rapidamente, adquirindo novos ARGs de populações bacterianas locais. Ao retornarem ao país de origem, essas bactérias continuaram a prosperar e se espalhar, criando focos localizados de resistência mesmo em regiões anteriormente não afetadas.

•O uso de antibióticos cria condições ideais para a disseminação da resistência — Embora os antibióticos tenham como objetivo matar bactérias nocivas, eles também criam um ambiente favorável ao desenvolvimento de cepas resistentes. Com menos competidores, as bactérias resistentes começam a assumir o controle, aderindo firmemente ao microbioma intestinal. “O uso de antibióticos impõe uma pressão seletiva, não apenas sobre os patógenos alvo, mas sobre todo o microbioma”, disseram os pesquisadores. 8

•Pessoas que não consomem têm microbiomas intestinais mais diversos — Sem surpresa, os pesquisadores notaram que os antibióticos impactam significativamente a diversidade do microbioma intestinal:

“Concentrando-nos no microbioma intestinal, observamos dois fenômenos distintos. O primeiro, observado em indivíduos saudáveis ​​que não tomavam antibióticos, foi uma diferença substancial tanto na abundância total mediana de ARG (cinco vezes maior) quanto na riqueza (quatro vezes maior) entre os países.” 9

Em última análise, este estudo demonstra como as políticas nacionais afetam a saúde pública. Ao defender diretrizes responsáveis ​​sobre antibióticos e, ao mesmo tempo, evitar prescrições desnecessárias, o risco de desenvolver cepas resistentes será menor, tanto para você quanto para o público.

A ingestão de antibióticos durante a infância altera a saúde intestinal

Um estudo publicado na Microbiome investigou como o uso de antibióticos na infância afeta as bactérias intestinais a longo prazo. Especificamente, pesquisadores da China buscaram entender exatamente como os antibióticos administrados na infância podem afetar permanentemente as redes microbianas intestinais, influenciando a saúde geral e o metabolismo na idade adulta. 10

O estudo utilizou um modelo animal, fornecendo uma estrutura clara para a observação dos efeitos a longo prazo. Os indivíduos testados receberam ceftriaxona — um antibiótico comumente prescrito para crianças — por oito dias consecutivos, quando tinham quatro semanas de idade. Em seguida, os pesquisadores monitoraram de perto suas bactérias intestinais e seu metabolismo por 14 meses, um período equivalente ao início da idade adulta em humanos.

•Mesmo um tratamento curto com antibióticos no início da vida reduziu significativamente a diversidade bacteriana — além disso, essa diversidade nunca se recuperou totalmente. Em termos mais simples, o microbioma intestinal deles perdeu permanentemente muitas espécies bacterianas importantes, tornando-se menos robusto e menos eficaz em promover uma digestão saudável e a função imunológica.

•Ocorreram alterações substanciais na estrutura da comunidade microbiana — A rede microbiana, que são as interações complexas entre diferentes espécies bacterianas, foi bastante simplificada após a exposição a antibióticos.

Normalmente, um intestino saudável possui muitas bactérias diversas interagindo como uma teia densa e estável. Após o uso de antibióticos, no entanto, os pesquisadores encontraram menos conexões entre as espécies bacterianas, o que significa que a comunidade microbiana se tornou fragmentada e frágil. Isso tornou o microbioma mais vulnerável a futuras perturbações.

•A administração precoce afeta significativamente a saúde intestinal na vida adulta — Embora os antibióticos tenham sido administrados apenas brevemente no início da vida, os danos persistiram por pelo menos 14 meses, o que representa essencialmente uma vida inteira para os indivíduos testados. Em outras palavras, a pesquisa sugere que o uso de antibióticos na infância afetará a saúde intestinal com o passar do tempo.

•Cepas-chave são afetadas — O estudo destacou como o tratamento precoce com antibióticos remove especificamente as bactérias “chave”. Isso se refere a “táxons com alto impacto na estrutura e no funcionamento dos ecossistemas”. Neste caso, “chaves” significam bactérias que ajudam a manter o equilíbrio e a estabilidade dentro da comunidade microbiana. Quando os antibióticos eliminaram esses agentes cruciais, todo o ecossistema bacteriano se desintegrou e nunca se recuperou completamente:

“[O] número de pedras-chave do grupo antibiótico no 1º ao 7º mês foi obviamente menor do que o do grupo controle, indicando que o uso de antibióticos reduziu claramente o número de espécies-chave nos MENs intestinais. Os números de pedras-chave no 8º, 9º, 10º e 12º meses foram semelhantes entre os dois grupos. Mas flutuações óbvias apareceram no 11º, 13º e 14º meses”, disseram os pesquisadores. 11

Perguntas frequentes sobre o uso e a resistência de antibióticos

P: Como as bactérias se tornam resistentes aos antibióticos?

R: As bactérias desenvolvem resistência a antibióticos por meio de diversas estratégias biológicas sofisticadas — resistência intrínseca, resistência adquirida, alterações genéticas e transferência de genes. Cada um desses métodos é diferente, mas o resultado final é o mesmo: um microbioma intestinal comprometido.

P: O uso de antibióticos em curto prazo pode causar efeitos duradouros no intestino?

R: Sim. Pesquisas demonstraram que o uso de antibióticos em curto prazo terá efeitos significativos e duradouros no microbioma intestinal. Tomar ciprofloxacino por apenas cinco dias foi suficiente para que as bactérias intestinais desenvolvessem resistência. Em poucos dias, as bactérias antes vulneráveis ​​evoluíram para cepas capazes de sobreviver ao antibiótico. Essas cepas resistentes permaneceram prevalentes no intestino por pelo menos dez semanas após o tratamento e a previsão era de que persistissem por até um ano.

P: Como o uso nacional de antibióticos afeta a saúde intestinal individual?

R: O nível de uso de antibióticos em cada país impacta diretamente a saúde intestinal de sua população. Pessoas em países com alto consumo de antibióticos, como Espanha, Itália e Grécia, tendem a apresentar mais genes de resistência a antibióticos em seus microbiomas intestinais, mesmo que não tenham tomado antibióticos recentemente.

Essa presença generalizada de genes de resistência decorre da exposição ambiental, que afeta todos os que vivem nessas áreas. Além disso, indivíduos que viajam de países com baixo uso de antibióticos para países com alto uso frequentemente adquirem bactérias resistentes durante a estadia.

P: Quais são as consequências a longo prazo do uso de antibióticos na infância?

R: O uso de antibióticos na infância pode causar danos permanentes à saúde intestinal. Pesquisas constataram que um curto período de antibióticos reduziu significativamente a diversidade de bactérias intestinais, e que essa diversidade nunca se recuperou totalmente, mesmo após um período prolongado. A estrutura da rede microbiana tornou-se fragmentada, tornando o microbioma intestinal mais vulnerável a distúrbios futuros.

Dr. Mercola

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Fontes e referências: