Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH) – terapia frequencial

O Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por desatenção persistente, dificuldade em organizar tarefas, esquecimento e comprometimento da função executiva, frequentemente sem hiperatividade proeminente, embora seja comumente classificado como TDAH do tipo predominantemente desatento.

A fisiopatologia abrange desequilíbrios dopaminérgicos e noradrenérgicos, hipoatividade do córtex pré-frontal, processamento alterado de recompensa, desregulação imunológica, disfunções endócrinas, hiperatividade da adenosina, alterações metabólicas e alterações na sinalização Wnt induzidas pelo estresse.

De forma menos técnica:

O que é o TDAH?

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), quando se manifesta principalmente como desatenção, afeta o desenvolvimento e o funcionamento do cérebro. Na prática, a pessoa enfrenta:

  • Falta de foco constante;
  • Grande dificuldade para organizar tarefas e rotinas;
  • Esquecimentos frequentes;
  • Dificuldade na “central de comando” do cérebro (o que torna difícil começar, planejar e terminar tarefas).

Dentro do espectro de TDAH, temos com hiperatividade e também do tipo desatento, não apresenta aquela agitação física ou inquietude extrema (a hiperatividade).

O que está acontecendo no cérebro?

O TDAH é uma condição biológica real. No cérebro de quem tem o transtorno, algumas engrenagens não funcionam como deveriam:

  • Mensageiros químicos em desalinho: A dopamina (responsável pela motivação e recompensa) e a noradrenalina (responsável pelo alerta e foco) estão em níveis abaixo do ideal.
  • O “gerente” trabalhando em ritmo lento: A parte frontal do cérebro, que controla nossas decisões e organização, fica menos ativa.
  • Outros fatores: Questões como o relógio biológico desregulado (sono ruim), inflamações nas células e desequilíbrios hormonais também ajudam a piorar os sintomas.

A Terapia Frequencial

A terapia frequencial possui eixos terapêuticos que incluem o aumento da dopamina, a modulação noradrenérgica, a inibição do transportador de monoaminas, o agonismo adrenérgico alfa-2, a estabilização do ritmo circadiano, o fortalecimento da função executiva, a ativação da via de recompensa, a intervenção anti-inflamatória, a homeostase endócrina, o antagonismo da adenosina, a otimização metabólica e a regulação da sinalização Wnt.

Os polipeptídeos propostos abrangem esses eixos, priorizando exemplos do mundo real sempre que disponíveis. Os polipeptídeos projetados (identificados como tal) são construções conceituais baseadas em mecanismos conhecidos, incorporando resíduos não padronizados para maior estabilidade e especificidade, com justificativa científica para a viabilidade de direcionar aspectos da ADD sem detalhes de síntese acionáveis.

De forma menos técnica:

Terapia Frequencial: Como ela ajuda o cérebro

Imagine que o cérebro de quem tem TDAH é como uma central de controle onde alguns botões estão travados ou as luzes estão fracas. A terapia frequencial busca “ajustar” esses comandos para que tudo volte a funcionar em equilíbrio.

O que a terapia faz na prática?

Em vez de nomes complicados, pense que o tratamento trabalha nestes 4 pilares principais:

  • Ajusta a Química do Bem-Estar: Ela ajuda a aumentar e equilibrar a Dopamina e a Noradrenalina. No dia a dia, isso significa mais motivação para começar as tarefas e mais facilidade para manter o foco.
  • Organiza a “Casa”: Ela fortalece o nosso “gerente interno” (as funções executivas). Isso ajuda a pessoa a se organizar melhor, planejar o dia e não esquecer tanto as coisas.
  • Regula o Relógio Biológico: Ajuda a equilibrar o sono e a energia, para que você não se sinta exausto durante o dia e agitado à noite.
  • Limpa e Protege o Cérebro: Ela combate pequenas inflamações e ajuda o metabolismo das células. É como se fizesse uma “manutenção preventiva” para o cérebro funcionar de forma mais leve e eficiente.

O que são esses tais “Polipeptídeos”?

Para que esses ajustes aconteçam, a ciência estuda o uso de Polipeptídeos, que podemos chamar de “Chaves Inteligentes”.

  • O que eles fazem: São pequenas moléculas desenhadas para serem muito específicas.
  • Por que são especiais: Elas foram feitas para serem mais resistentes e “encaixarem” perfeitamente nos receptores do cérebro, enviando o sinal exato para corrigir os pontos de desatenção sem causar bagunça no resto do organismo.

Resumindo: É uma tecnologia que usa “mensageiros de precisão” para equilibrar a química do cérebro, trazendo mais clareza mental e controle para o dia a dia de quem tem TDAH.

O que não te contam sobre ansiedade

A ansiedade é uma condição única, mas engloba diferentes tipos, cada um com causas e tratamentos específicos. Apesar dos bilhões gastos em tratamentos, a ansiedade tem aumentado, especialmente entre jovens, isso sugere que as abordagens atuais, focadas em medicamentos como benzodiazepínicos, são ineficazes ou até prejudiciais.

Ansiedade e o Sistema de Saúde:

  • A ansiedade é uma das maiores indústrias médicas nos EUA, com bilhões gastos anualmente, mas sua prevalência só aumenta (19,1% dos adultos entre 2001-2004; mais de 50% dos jovens em 2023).
  • Consultas curtas (15 minutos) levam a diagnósticos imprecisos e prescrições inadequadas, frequentemente de benzodiazepínicos, que são viciantes e podem piorar os sintomas a longo prazo.
  • A psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), é mais eficaz, mas subutilizada devido ao tempo e custo.

Riscos dos Benzodiazepínicos:

  • Efeitos colaterais: Incluem sonolência, confusão, problemas de memória, quedas (44% mais risco em idosos), acidentes de carro (até 45% mais risco), depressão respiratória (especialmente com opioides, podendo ser fatal) e comprometimento cognitivo (51% maior risco de demência em usuários de longo prazo).
  • Dependência: Pode ocorrer após 3-6 semanas, com sintomas de abstinência como ansiedade, insônia, tremores, convulsões e até risco de morte (usuários têm 60% mais chance de morrer no primeiro ano após interrupção).
  • Uso inadequado: Prescritos para ansiedade generalizada, insônia, espasmos musculares, convulsões, mania e retirada de álcool, mas muitas vezes agravam essas condições, especialmente a insônia, ao bloquear o sono restaurador.
  • Grupos vulneráveis: Idosos (maior risco de quedas e problemas cognitivos) e mulheres grávidas (risco de parto prematuro, malformações congênitas e síndrome do bebê flácido).
  • Histórico: Benzodiazepínicos, como Librium e Valium, substituíram barbitúricos perigosos, mas foram promovidos como “seguros” por campanhas agressivas, apesar de evidências de dependência desde os anos 1970.

Tipos de Ansiedade:

  • Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): Preocupação excessiva, tratada com TCC; benzodiazepínicos pioram o quadro.
  • Transtorno de Pânico: Ataques súbitos, tratados com terapia de exposição e prevenção de resposta (EPR) e benzodiazepínicos em casos específicos (e.g., quando há sinais prévios de ataque).
  • Fobias Específicas: Medos irracionais, tratados com EPR e benzodiazepínicos em exposições planejadas.
  • Ansiedade Social: Medo de julgamento, tratada com EPR e beta-bloqueadores de baixa dose.
  • Agorafobia: Medo de situações sem escapatória, tratada com EPR.
  • TOC: Não responde a benzodiazepínicos, mas sim a EPR; SSRIs podem ser usados.
  • TEPT: Causa comum de ansiedade, tratada com TCC ou EPR, mas muitas vezes medicada inadequadamente.
  • Transtorno de Adaptação: Responde a TCC e suporte social, com SSRIs temporários em alguns casos.
  • Síndrome de Vida Estressante: Ansiedade por situações difíceis (e.g., relacionamentos abusivos); medicamentos são ineficazes, sendo necessário abordar a causa externa.

Causas da Ansiedade:

  • Mentais: Excesso de pensamentos negativos, influência da mídia, falta de inteligência emocional, contágio de ansiedade e traumas não reconhecidos.
  • Fisiológicas: Desequilíbrio no sistema nervoso autônomo (simpático/parassimpático), hipoglicemia reativa, exposição a campos eletromagnéticos, luz azul, lesões vacinais, problemas cardíacos ou tireoidianos.
  • Metabólicas: Tipos metabólicos de depressão (segundo William Walsh) podem coexistir com ansiedade e ser tratados com terapias naturais.
  • Estilo de Vida: Sedentarismo, roupas sintéticas, excesso de telas e estagnação física contribuem para a ansiedade. Atividades como caminhar, grounding (contato com a natureza) e banhos quentes ajudam.

Alternativas de Tratamento:

Retirada de Benzodiazepínicos: Deve ser lenta, com apoio de um psiquiatra, para evitar sintomas graves de abstinência, que podem durar meses ou anos.

Psicoterapia: TCC e EPR são altamente eficazes para a maioria dos tipos de ansiedade.

Estilo de Vida: Exercício físico (1,5 vezes mais eficaz que medicamentos), dieta saudável, redução de luz azul, grounding e melhora da circulação sanguínea/linfática.

Terapias Naturais: Suplementos, psicoterapia assistida por psicodélicos e práticas mente-corpo (e.g., yoga, meditação).

Drª Centro-oeste