
O “vazamento” ou a hiperpermeabilidade da barreira hematoencefálica (a “peneira” que protege o cérebro) significa que esse sistema de defesa está falhando. Isso acontece por problemas nas “fechaduras” que unem as células, sinais de inflamação, danos causados por estresse oxidativo, quebra de proteínas essenciais e falhas na comunicação dos vasos sanguíneos que suportam o cérebro.
Metais pesados, como chumbo, cádmio, arsênico e mercúrio, podem danificar a integridade dessa barreira. No entanto, apenas consertar as “fechaduras” entre as células não garante que eles fiquem totalmente de fora, pois esses metais conseguem atravessar usando outros caminhos, como os próprios “veículos” de transporte das células.
Os nove pontos abaixo representam um conjunto de abordagens experimentais em pesquisa para tentar restaurar essa barreira de proteção do cérebro (peptídeos frequenciais):
- Reforço direto das “fechaduras” celulares: Uma abordagem foca em fortalecer diretamente as junções que colam uma célula na outra. Isso demonstrou reduzir o vazamento e restaurar a perda de proteínas de proteção que costuma ocorrer com o envelhecimento.
- Controle da degradação da barreira: Ajuda a reduzir o inchaço e o vazamento cerebral, impedindo que certas enzimas do próprio corpo destruam as proteínas estruturais que mantêm a barreira unida.
- Bloqueio de transportes indesejados: Além de reforçar a união estrutural entre as células, essa estratégia diminui a quantidade de líquidos que atravessam indevidamente por dentro das células, atuando de uma forma diferente da simples troca de “fechaduras”.
- Estabilização das células de suporte: Protege a barreira reduzindo o inchaço celular e mantendo as junções bem fechadas, trabalhando em parceria com os astrócitos (células fundamentais que dão suporte e nutrição ao cérebro).
- Proteção contra o estresse oxidativo: Reduz os danos à barreira e o vazamento excessivo através do combate aos radicais livres e ao estresse oxidativo, ao mesmo tempo em que estimula a produção das proteínas que selam a barreira.
- Ativação da defesa antioxidante natural: Ajuda a reduzir os vazamentos ativando os sistemas de defesa antioxidante naturais do próprio corpo, diminuindo os danos nas mitocôndrias (as fábricas de energia das células) e melhorando a estrutura celular.
- Proteção contra inflamações: Protege diretamente as células da barreira contra substâncias que causam inflamação severa, ajudando a preservar o formato correto das junções e bloqueando os sinais inflamatórios nas células.
- Combate ao envelhecimento celular: Essa estratégia ajuda a preservar a barreira contra os danos causados por proteínas associadas a doenças (como o Alzheimer), bloqueando os caminhos que levam ao desgaste e ao envelhecimento precoce das células dos vasos sanguíneos.
- Reforço extra do contato entre as células: Atua reduzindo a permeabilidade e fortalecendo ainda mais o contato físico (a “cola”) entre as células. É uma abordagem que complementa as outras estratégias de proteção focadas no selamento da barreira.
